terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Do luxo ao lixo


Sai de Vegas com o coração apertado e fui pra L.A.
Mais ou menos 5 horas de viagem. Cheguei na cidade e já achei tudo horroroso.
Quando entrei no hostel quase infartei. Cheguei a falar um palavrão em português e mais tarde descobri que eles entederam tudo o que eu disse. Tem um cara do PR que está trabalhando lá há um mês e ensinou todas as palavras sujas aos funcionários.
Estávamos em cinco, o quarto era pra 6. Não tinha mais ninguém no nosso quarto. Maravilha!
Fizemos um tour pelo hostel e até que é bom. Não se compara ao hotel em que eu estava em Vegas, mas as condições não era ruins. Recomendo.
Deixamos as malas, tomamos banho e fomos almoçar. Comi uma comida horrorosa, me embrulha o estômago só de pensar.
Andamos na calaçada da fama. Em cada estrela um coco de cachorro. A cidade é suja e as pessoas são bizarras.
Achamos um tour legal e barato. Fomos pra Beverly Hills.
Lá tudo é muito fancy. Minha impressão sobre a cidade começou a mudar. Quando vi a casa da Madonna (minha musa) não sei explicar o que senti. Jesus deu o tiro certeiro.
O motorista que nos levou pra fazer o tour era um louco, dirigia perigosamente. Medo!
Quando voltamos estava tendo a premiação do filme do marido da Fergie. Fomos lá pro red carpet. rs
A Fergie não se aproximou, mas ele chegou bem pertinho de mim, pude tirar algumas fotos.
Aquela minha amiga descolada que conhece gente no mundo inteiro tem um amigo brasileiro em L.A.. Ligou para ele e fomos a um bar. No bar dava de tudo. De bicho grilo americano até executivo.
Los Angeles não é tão ruim quanto imaginei...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Último dia em Vegas


Acordamos um pouco mais tarde e fomos almoçar. Já era hora de ir buscar o carro que alugamos. Pegamos o carro e fomos tirar fotos na tão famosa placa de Las Vegas. Tinha um casal de noivos tirando fotos. Ah, que maravilha deve ser casar em Vegas! Fomos conhecer mais hotéis.
O hotel Paris é maravilhoso. Não deixem de conhecer! Lá as pessoas, realmente, se sentem em Paris, são mais simpáticas e mais felizes. Reparem!
No Treasure Island encontramos dois brasileiros que vieram conversar conosco. Também vi mais uma família falando em português. Assistimos ao show dos Piratas e os brasileiros se foram, pois iam assistir ao espetáculo do Cirque Du Soleil. Um outro brasileiro, amigo deles, é um dos integrantes (esses brasileiros me deixam orgulhosa!).
Voltamos pra casa, nos arrumamos e fomos pra balada, LAVO. Sensacional!
Uma amiga minha conhece um promoter de Vegas. Entramos na faixa, ficamos na mesa dele, bebemos de graça e tivemos acesso ao "palco" (não subia há anos, me realizei). As meninas foram embora e eu e mais uma amiga ficamos até tudo ter fim.
O último dia em Vegas foi triste e não conseguimos conhecer tudo. Tenho muita vontade de voltar.
O meu sonho era New York, mas já ficou no esquecimento. Vegas é o que conheci de melhor nesses 7 meses de EUA.


Próxima parada: Los Angeles.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Grand Canyon


Fui dormir tarde e acordei cedo novamente. Grand Canyon. Quando desci o ônibus já estava esperando na frente de hotel. Minhas amigas e eu compramos o tour nesse site: http://www.gotobus.com
O preço é bom, mas au pair tem que ir de ônibus. A não ser que seu pai te dê uma boa mesada, aí você pode ir de helicóptero. O que seria perfeito, pois de ônibus a viagem é muito demorada. Cinco horas pra ir, cinco pra voltar.

Entrei no ônibus e quemor estava péssimo e isso é mau sinal, pois mesmo quando tudo está dando errado, manm estava sentada no primeiro banco? A coreana que conheci no aeroporto. Troquei 4 palavrinhas com ela e fui deitar nos 3 últimos bancos. Fui dormindo, pois estava na maioooor ressaca por conta da tequila da noite anterior. A bendita tequila que salvou a minha noite na Voo Doo se transformou numa maldição no dia seguinte. Meu hutenho o bom humor. Finalmente chegamos no tão famoso Grand Canyon! Sai do hotel com pressa, esqueci luvas, cachecol, etc. O humor já estava melhor, mas longe de estar bom. O tour inclui comida, mas não levem em consideração. Eles dão um sanduíche HORROROSO, uma garrafinha de água e chips. Comi aquilo reclamando e fui explorar o local. É lindo! Tirei várias fotos, levei um tombo na neve, conheci os estrangeiros e, quando estava a ponto de congelar, comprei um par de luvas. Quem faz o passeio de helicóptero pode descer e ver tudo melhor.
Ficamos por lá pouco mais de 3 horas, pois o ônibus ficou preso na neve (???). A motorista errou. Como uma pessoa que está acostumada a fazer esse tipo de coisa não presta atenção nesse fato?!
Mas ok. Nesse momento eu já tinha luvas.

Voltamos dormindo, paramos pra motorista abastecer, comemos e ela deixou cada um no seu hotel.
Nesse dia não fomos pra balada. O dia do Grand Canyon é um dia "perdido".
O plano era partimos no dia seguinte para L.A., mas como tínhamos uma semana de hotel free em Vegas, decidimos ficar mais um dia, pois nos apegamos demais aquela cidade.

Vale a pena ir ao Grand Canyon, não me arrependo, mas só volto de helicóptero. Uma vez nessa dureza, pra mim é o suficiente.


P.S.: Obrigada pelos comentários, peço desculpa por não estar visitando o blog de vocês, mas estou muito ocupada esses dias. Sorry!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Segundo dia em Vegas



No segundo dia em Vegas, acordamos "cedo" pra comprar os ingressos do Cirque de Soleil (LOVE). Duas amigas foram comprar enquanto eu me arrumava. NÃO saio de casa sem banho, não adianta.
Mais tarde, eu, a Gabi e a Ana fomos encontrar com a Pati e a outra Gabi. No meio do caminho tive uma crise compulsiva, entrei na loja da M&M e da Coca e mais dinheiro se foi. Detalhe: comprando presentes pro outros.
Esse dia andamos muiiiiito, muito, muito. Tenho certeza que as unhas dos dedões dos meus pés irão cair. Dá medo de ver!
Voltamos pro hotel, nos arrumamos e fomos pro The Mirage, assistir ao espetáculo Love. Sem sombra de dúvida foi uma das coisas mais maravilhosas que já vi até hoje. É tanta perfeição que não parece coisa do homem, e sim coisa de Deus. Sai de lá querendo assistir a todos os espetáculos, mas infelizemente, não deu ($$$).
Do The Mirage fomos pra uma balada, a Voo Doo, no hotel Rio. NÃO VÃO! A vista lá de cima do hotel é maravilhosa, mas dava pra contar nos dedos quantas pessoas estavam naquele lugar. Pra vocês terem uma idéia, conversei com todas, até com o chefe dos seguranças. Estava entediada. Mas enfim, quem tá na chuva é pra se molhar. Tomei umas tequilas e consegui me divertir um pouco. Além da balada ser chatérrima, acaba as 2:30. Voltamos pro hotel, pois no outro dia tinhamos que acordar cedo pra visitar o Grand Canyon.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Viagem e primeiro dia em Vegas


Dia 23 de janeiro, as 4:30 da madrugada eu já estava do lado de fora da base com minhas malas na mão esperando o metrô. A estação da base é a primeira e a do metrô é a última...1h30m de "viagem". No meio do caminho comecei a sentir uma certa empolgação. Até então eu não tinha ânimo e nem vontade de ir pra Vegas, muito menos pra L.A. Cheguei no aeroporto, fiz o check in e a tensão só aumentava. Ultimamente tenho "procurado" suspeitos na sala de embarque. Com essa história de bomba, terrorista, sei lá...minha imaginação é muito fértil.
Entrei no avião chorando, pra variar. Costumo chamar aquele túnel que nos leva até o avião de "corredor da morte". Eu estava numa fileira de três poltronas e não tinha nenhum "vizinho", então deitei e dormi. Melhor pra mim.
Desci em L.A., comprei um lanchinho, liguei pras Gabis que já estavam em Vegas e fiquei na sala de embarque esperando mais uma vez. Dessa vez menos tensa e totalmente ansiosa pra conhecer Vegas. O dia estava lindo!
Troquei algumas palavras com uma asiática que depois desse momento teve participação na minha estadia em Las Vegas. Ela sumiu e minutos depois a encontrei no banheiro. Entrei no avião, sentei. Nisso chega a minha companheira de vôo e me pede licença. Sim, era a asiática. Conversamos durante o voo e descobri que ela era coreana. Nos despedimos, descemos do avião, fui pegar a minha mala e procurar um shuttle.
Paguei 6.50 e fiquei na porta do hotel.
Dentro do shuttle tinha um casal com um cachorro, que segundo a dona viajou no colo dela dentro do avião (???) e 10 senhoras assanhadas. Elas se reuniram pra comemorar o niver de 60 anos de uma delas. Achei que senhoras nessa idade preferissem comemorar o niver em Roma. Vivendo e aprendendo.
Cheguei no hotel e pra minha surpresa, tínhamos 2 quartos. Fiquei com mais 2 amigas no maior, com 2 TVs, geladeira, fogão, microondas, máquina de lávar, máquina de secar, hidromassagem, etc e tal. Esperei as meninas acordarem da nap e fomos pro nosso tour. Estavamos praticamente na Strip. Fiquei deslumbrada com tanto luxo. Pessoas bebendo na rua me fez lembrar as praias do Brasil. Joguei, tirei fotos, comprei, fiz a festa. Sem querer vimos o Show das Aguas (foto). Encontramos com uma mulher que vende todas as baladas por 10 dólares, dá dicas de baladas open bar do dia. Compramos tudo. Com isso você pode ir em qualquer balada sem pagar. Se não gostar, como tem várias opções, sai e vai pra outra, sem pagar também. Mas cuidado! A maioria tem horário.
Na volta pro hotel vimos o Show dos Vulcões. Tomamos banho, ficamos lindas, ligamos pra limosine da balada que a gente escolheu ir. Limosine também na faixa, só dar uma tip pro motorista. Essa balada é muito forte, portanto, será censurada. Sorry! De lá fomos pra uma balada sensacional, a TRYST. O que aconteceu por lá também será censurado. Se forem pra Vegas, não deixem de ir nesse lugar.

P.S.: Pelo título acho que já deu pra perceber que vou dividir os posts. É muita coisa pra escrever num post só.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

What happens in Vegas, stays in Vegas.

hahahahahahahaha
Tô brincando!

Estou esperando um dia de inspiração para escrever sobre a minha viagem. Acontece que desde que voltei para a "Terra do Nunca" perdi o ânimo. Eu me apeguei a Vegas e quero viver lá pra sempre. Inclusive já estou estudando uma maneira de conseguir essa façanha.
Quem sabe não consigo escrever algo digno de ser publicado no meu day off?! Vamos esperar...

Beijos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Férias - Vegas e L.A.

Em primeiro lugar, muito obrigada pelas visitas e pelos comentários!
Não tenho entrado muito no blog, essa semana está sendo a maior correria e vou contar pra vocês o motivo.

Resolvi dividir as minhas férias em duas partes.
Em outubro a Gabi, minha amiga (já comentei sobre ela aqui, é uma das brasileiras que ficou no meu quarto no workshop), me ligou dizendo que ganhou uma semana de hotel em Vegas com mais 3 amigas e gostaria que eu fosse junto.
Adorei! A Gabi é demais e férias em Vegas é o que grande parte das au pairs quer.
Conversei com a minha host e ela me deu esses dias.
O tempo passou voando e sábado já embarco pra capital mundial dos prazeres.
Iremos em 5 brasileiras, ficaremos alguns dias em Vegas e o resto em L.A. Dia 29 eu volto e as outras meninas seguem pra San Francisco.
Dividi minhas férias, pois já tenho planos para os próximos 7 dias off.

Como não é novidade pra ninguém eu MORRO de medo de avião.
Estou com uma dor no pescoço que não melhora nem com reza, deve ser tensão. Todo voo é como se fosse o primeiro...
Mas já separei vários remedinhos pra dormir durante a viagem e espero que funcionem, pois na vinda pra cá não me ajudaram em nada.

Bom gente, vou ficando por aqui, pois ainda preciso arrumar a mala.
Beijos

See you soon!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

APM Janeiro e a "batata podre"


Ontem foi o Au Pair Meeting de janeiro. Fomos ao boliche.
Só vou postar sobre o encontro porque pude notar que existe uma batata podre inserida no nosso meio (e ela estava no encontro), mas não cabe a mim postar maiores comentários sobre ela aqui. Essa pessoa causa a "desunião" do grupo.


Chegou uma nova alemã e ela é uma fofa! Adorei! Se existisse mais alemãs como ela por aqui, mudaria meu conceito sobre a raça, com certeza.


E como au pair meeting sem pós au pair meeting não existe, eu e Bruninha fomos ao Ameristar. Só risada com essa carioca...


Bom, por hoje é só.

Beijos


Take care!


P.S.: Reparem! Agora me tornei a mais loira da turma. rs

domingo, 17 de janeiro de 2010

Seja criança

Nós precisamos ser crianças. Fazer criancices. Cometer infantilidades. Como elas, estarmos sempre rindo e de bem com a vida. Como elas, aprender a perdoar, a aceitar, a se adaptar e ter respostas para tudo que é complicado na nossa vida. Não querer explicar como nasce um eclipse, apenas apreciá-lo. Não querer explicar como se forma o sorvete, e sim que ele está ali, diante de nós, maravilhosamente delicioso.

O adulto acha que deve ser sério e equilibrado. Ele confunde maturidade com aspecto sisudo e fechado.

A criança está sempre aberta, criando novas formas de se divertir e aprender, não admitindo ficar parada, numa rotina inquietante.

Até mesmo em momentos difíceis de nossas vidas, procuremos conversar com uma criança, ela, certamente, dará palpites puros e singelos (com certeza os palpites serão mais aproveitáveis do que os da equipe econômica do governo). Temos muito a aprender com elas. Ou melhor, temos muito a aprender com a nossa própria criança interna, tentando encontrá-la, sempre e trazendo-a para junto de nós.
A criança vê um semelhante em qualquer lugar e corre em direção à ele, pega em seu braço e saem de mãos dadas para brincar.

Talvez os adultos que não tiveram uma infância completa, devessem brincar com seus filhos, sobrinhos e netos, as brincadeiras deles, montando casinhas, ouvindo suas músicas, assistindo desenhos e, se possível correr e pular com eles.

Não devemos ter medo de parecer ridículos, pois já fazemos isso o tempo todo, quando imitamos o modo de vida dos outros, reproduzindo o que a sociedade nos impõe, quando lemos sobre as loucuras que os artistas fazem, pois eles brincam como crianças e ainda ganham uma fortuna para isso.

Vamos nos infantilizar para transformar o mundo numa grande festa, sem malícias, sem maldades, sem caras sérias.

O começo é um pouco difícil, pois corremos o risco de aparecer no serviço, com um bigode de leite nos lábios, a cara cheia de riscos de canetas de pintar e até, quando for pagar a gasolina, ao invés do cartão de crédito, sair o cartão-passaporte do parque de diversões.

O jeito é dar uma gostosa gargalhada e convidar o frentista para tomar um sorvete.

Quem estiver lendo esse texto e achar que é uma fantasia ridícula, tudo o que escrevi, acertou, pois é isso que o mundo está precisando, de mais fantasia e menos medo do ridículo.

Se quiserem continuar adultos, sérios e maduros, fiquem a vontade, mas não vão ganhar sorvete.


Gosto desse texto!
Acho que porque me identifico bastante com alguns trechos dele.

Beijos

sábado, 16 de janeiro de 2010

Vestido de noiva, dia dos namorados...

Eu estava TV e uma propaganda de vestido de noiva me chamou a atenção!
Preço: 50 a 300 dólares. hahahahaha
Aí no Brasil, um ALUGUEL é um absurdo.
Os vestidos daqui são simples, mas muito bonitos. Na minha opinião são ótimos, pois acho feio noiva enfeitada que nem uma árvore de Natal.

Mudando de assunto, mas ainda falando sobre amor...rs
O Dia dos Namorados aqui é um pouquinho diferente daí. Pra começar comemora-se em fevereiro e não é comemorado só entre casais. Depois que passar essa data eu posto contando. Preciso ver pra poder passar informações corretas.

Sobre o post anterior...
Acredito que aqui seja um lugar extremamente seguro. Assaltos não existem, assassinatos muito menos. Eu deixo o carro aberto, as pessoas correm e largam o casaco embaixo de árvores e quando voltam seus casacos continuam lá.
Tudo vira suspeito e é difícil algo errado passar despercibido, mas eu sempre tive a encanação de que aqui poderia ser alvo de ataques terroristas. Sei lá, eu sou exagerada e dramática, pode ser coisa da minha cabeça, mas ontem percebi que essa também é uma preocupação dos americanos e por isso essa atenção dobrada.
Mas tudo bem. Continuo em segurança. rs

Beijos